AS VEZES FICO PENSANDO ATÉ ONDE VAI CHEGAR OS EVANGELICOS ,
PRINCIPALMENTE NO BRASIL , UMA IGREJA QUE SURGIU LIMPA , COMO UMA SOLUÇÃO DE
DEUS PARA O FIM DA IDOLATRIA , CORRUPÇÃO , PECADO , E QUE NA REFORMA DE
MARTINHO LUTERO , PASSOU A SER COLUNA E BALOARTE DA VERDADE . SURGIU COMO
DEFENSORA DA VERDADE ( PALAVRA DE DEUS ) . PODE CHEGAR A TAO PONTO DE SUJEIRA ,
PECADO , CORRUPÇÃO , HOJE É MUITO TRISTE , SE ENCONTRA MAIS SINCERIDADE E
FIDELIDADE FORA DAS IGREJAS EVANGELICAS DO QUE DENTRO DELA . CARATER E COISA QUE
NÃO EXISTE , PRINCIPALMENTE DOS LIDERES . FALAM E NEM SUSTENTAM O QUE
FALAM , COM UMA POLITICA DO ENGANO .
6 E agora vós sabeis o
que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado.
7 Pois o mistério da
iniqüidade já opera; somente há um que agora o detém até que Seja posto fora;
8 e então será
revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e
destruirá com a manifestação da sua vinda;
9 a esse iníquo cuja
vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de
mentira,
10 e com todo o engano
da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para
serem salvos.
2 TESSALONICENSES 6 AO 10.
E QUE ACOMPANHANDO
NOS ULTIMOS DEZ ANOS , DEUS LEVANTAR
PROFETAS ,PASTORES ,MISSIONARIOS ,
LIDERES COM MUITA UNÇÃO. TESTEMUNHEI O QUE CHAMO DE HOMENS DE FACILIDADES , HOMENS QUE GOSTAM DE FAVORECIMENTOS . E PARA
SE DAR BEM, O QUE MENOS IMPORTA E A PALAVRA. PARA ISSO PRECIZAM DA UNÇÃO , BUSCAM ELA COM JEJUM , APARTADOS , MUITA
CONSAGRAÇÃO E RECEBEM DE DEUS . MAS
QUANDO RECEBEM USAM A UNÇÃO EM BENEFICIO PROPRIO , PARA CONSTRUIR CARREIRA .
ALGUNS ATE A VENDEM , OUTROS TROCAM BASEADOS EM PRINCIPIOS DE QUE A UNÇÃO PODE
SER TRANFERIDA. MAS TRANFEREM SEGUNDO
SEU INTERESSE OU FAVORECIMENTO. FICO REALMENTE PREOCUPADO COM O FUTURO DA POVO
EVANGELICO NO FUTURO , NOSSOS FILHOS , COMO TESTEMUNHAS DE TANTOS DEZATINOS ,
COMETIDOS POR LIDERANÇAS . ONDE SE AVALIA O MOMENTO NÃO A CONDUTA DOS PREGADORES .
15 Guardai-vos dos
falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são
lobos devoradores.
16 Pelos seus frutos os
conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos
abrolhos?
17 Assim, toda árvore
boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.
18 Uma árvore boa não
pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons.
19 Toda árvore que não
produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.
20 Portanto, pelos seus
frutos os conhecereis.
21 Nem todo o que me
diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de
meu Pai, que está nos céus.
22 Muitos me dirão
naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome
não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?
23 Então lhes direi
claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a
iniquidade.
24 Todo aquele, pois,
que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem
prudente, que edificou a casa sobre a rocha.
Papa
Francisco
critica 'ladrões que usam a religião como um negócio'
Pontífice disse
que verdadeiros cristãos devem ser 'humildes e justos'.
Papa criticou os homens que têm a tentação de ser 'donos deles mesmos'.
Crescimento evangélico estimula mercado
que une consumo e religião
É um grupo cada vez mais numeroso e com
sede de prosperar e consumir. O crescimento dos evangélicos no Brasil, em
especial no ramo pentecostal, provocou mais do que mudanças religiosas:
fortaleceu um mercado econômico, que chama a atenção tanto de igrejas como da
iniciativa privada.
De seu lado, as igrejas criaram
estratégias de negócios. Algumas desenvolveram estruturas empresariais e planos
de carreira; outras lançaram até cartões de crédito. E diversas montaram grupos
e reuniões em que estimulam os fiéis a abrir negócios próprios e sanar suas
finanças, com base na Teologia da Prosperidade - movimento que prega o
bem-estar material do homem.
"Passava uma vida de
miséria, comendo carcaça de frango", conta uma frequentadora da Igreja
Universal do Reino de Deus (IURD), acrescentando que, depois que começou a
assistir às "reuniões da prosperidade" semanais da igreja, "as
portas começaram a se abrir". O depoimento é exibido pela própria IURD no
YouTube.
Em outro vídeo, um fiel diz que
seus negócios não deram certo até ele entrar para o culto. Depois de "sair
das trevas", ele comprou "quatro, cinco casas", onde cabem
"sete ou oito carros".
MARA
MARAVILHA EM ENTREVISTA DIZ: QUE SUA LOJA...
"É voltada a pessoas cada
vez menos preocupadas com questões transcendentais, e sim com o aqui e o agora.
Para o novo pentecostal, o dinheiro não é para ser acumulado como previa a
ética protestante, mas para comprar o carro e o apartamento novo. Para se
inserir no mercado de consumo."
Igrejas e empresas respondem a
isso com produtos, que incluem cartões de crédito - emitidos pelas igrejas
Internacional da Graça de Deus e Assembleia de Deus - e lançamentos constantes.
A rua Conde de Sarzedas, no
Centro de São Paulo, se especializou em atender consumidores cristãos. Ali, é
possível comprar de bíblias segmentadas a CDs, jogos de tabuleiro com temas
bíblicos e pacotes de turismo para Egito e Israel.
Público fiel
"É um lugar onde as
pessoas sabem o que querem consumir. É um público fiel", diz à BBC Brasil
a cantora e apresentadora Mara Maravilha, que, há 15 anos convertida à fé
evangélica, tem uma loja onde vende seus CDs e DVDs gospel na Conde de
Sarzedas.
"Graças a Deus que se
abrem muitas igrejas. É melhor do que abrir botequim. A gente, por mais que dê,
nunca vai conseguir dar mais do que Deus nos dá"
Mara Maravilha, cantora e fiel da Igreja Universal
Daniel dos Reis Berteli, 29, da
igreja Nazareno do Brasil, comprava livros, roupas e CDs evangélicos em uma
loja ao lado. "Antes, não tínhamos essa variedade de livros", diz.
"Há uns 15 anos, minha mãe fazia lembrancinhas religiosas com cartolina.
Hoje, está tudo mais profissional."
A percepção de que o setor
caminhava rumo à profissionalização levou Eduardo Berzin Filho a promover a
feira ExpoCristã, realizada há dez anos em São Paulo. Ele diz que a edição de
2010 atraiu 160 mil visitantes e expositores como editoras, gravadoras gospel,
empresas de mobiliário para igrejas e até consultorias de gestão de templos.
O mais claro exemplo
pentecostal de estratégia de negócios vem da Igreja Universal do Reino de Deus
(Iurd), que diz ter presença em mais de cem países – mais do que qualquer
multinacional brasileira.
A IURD montou uma estrutura
empresarial que faz de seus pastores "profissionais da religião, com metas
de atração e conversão de fiéis, de arrecadação (de dízimo) e de ampliação de
recursos", afirma Ricardo Mariano, professor da PUC-RS e autor de um livro
sobre a Universal.
Daniel Berteli é
comprador de produtos evangélicos, mas se incomoda com 'profissionalização' de
igrejas
Para os pastores, diz Mariano,
"existe quase um plano de carreira,
que permite que eles passem para congregações maiores, vão para outros países e
participem de programas de TV" se
baterem as metas.
A IURD e outras seguem "os
principais preceitos do marketing: preço, publicidade, praça (localização de
templos) e produto", opina Mario René, professor de Ciências do Consumo na
ESPM e doutor em teologia prática.Os especialistas ressaltam que
há traços de profissionalização e mercantilização também em outras
religiões – só que eles estão mais evidentes nas pentecostais e neopentecostais
por conta de sua exposição midiática e do próprio crescimento dos evangélicos
no Brasil.
Segundo o estudo Novo Mapa das
Religiões, da FGV, os evangélicos representavam 20,2% da população brasileira
em 2009, contra 9% em 1991. Boa parte se concentra na emergente classe C.
Os pentecostais são por volta
de 12% da população, mas, segundo estudo prévio da FGV, respondem por 44% das
doações feitas às igrejas.
Doações
"A igreja é um local de
ritos, mas hoje também um espaço de trocas e bens simbólicos"
Leonildo Silveira Campos, do departamento de Ciências Sociais e
Religião da Universidade Metodista
Agora, além de solicitar
"ofertas" para continuar a "obra de Deus", a Igreja
Universal pede contribuições para financiar o Templo de Salomão - versão
brasileira de um histórico templo em Israel.
Em um culto recente da igreja
em São Paulo, o pastor exibia aos fiéis um vídeo sobre o templo, que está sendo
erguido na Zona Leste da cidade e custará R$ 350 milhões.
"Os (doadores) terão seus
nomes colocados nas 640 colunas do templo", diz o pastor, pouco antes de
serem entregues envelopes para doações. "O bispo disse que um homem doou
R$ 200 mil. Se você não pode 200 mil, pode mil, pode 500. Doe de acordo com a
sua fé."
Alguns fiéis apoiam o pagamento
do dízimo e doações desse tipo como forma de dar continuidade ao trabalho
religioso.
Mara Maravilha, fiel da
Universal, é uma delas. Para a cantora, quem não paga a contribuição está
"roubando de Deus" e "se o pastor vai fazer certo ou errado (com
o dinheiro), isso não cabe mais" ao fiel.
Igreja Universal está
construindo seu maior templo em São Paulo
"Graças a Deus que se
abrem muitas igrejas. É melhor do que abrir botequim", afirma Mara.
"A gente, por mais que dê, nunca vai conseguir dar mais do que Deus nos
dá."
Ela também rejeita as críticas
de mercantilismo. "Os produtos têm efeito que não tem dinheiro que pague
para uma pessoa sem esperança. Antes, eu vendia até revista masculina. Hoje,
vendo a palavra de Deus. Estou errada hoje ou estava antes?"
Perigo
A executiva Márcia Félix, 37,
fiel da Igreja Quadrangular, tem opinião semelhante. Afirma que sua igreja
incentiva seu crescimento e a realização de seus sonhos e que o eventual enriquecimento
de pastores não a incomoda.
"Busco primeiro o Reino de
Deus e sua justiça", argumenta a fiel evangélica. "Se tem quem rouba,
é cada um com Deus."
Já Daniel Berteli, frequentador
da Conde de Sarzedas, diz que considera a visão empresarial da religião
"perigosa". "(Algumas igrejas) têm deixado o princípio de servir
e viraram indústria."
O limite para a atuação das
igrejas é difícil de definir, levando-se em conta que é tênue a linha que
separa consumo e religião.
"Não temos um
compartimento mental para a religião", diz Mário René, da ESPM.
"Todos buscamos sentido, que pode ser atingido por espiritualidade,
responsabilidade social, esoterismo e até pelo consumo."
"Não temos um
compartimento mental para a religião. Todos buscamos sentido, que pode ser
atingido por espiritualidade, responsabilidade social, esoterismo e até pelo
consumo"
Mario René, professor da ESPM
René avalia ainda que, hoje, a
prática comercial é praticamente inerente ao processo de angariar fiéis para
uma determinada crença.
"Posso abrir uma igreja
com praticamente nada. E daí, o que eu faço? Preciso de uma estratégia de
marketing para ter sucesso, então vou procurar um pastor carismático e assim
por diante", diz o pesquisador.
Para Ricardo Mariano, da
PUC-RS, a questão é se a narrativa do apelo à prosperidade terá força no longo
prazo. "Se a solução para os problemas (dos fiéis) é pontual, como
engajá-los por um longo período? Isso não foi resolvido ainda."
PR.OSIEL SOUZA
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